SABEDORIA


SABEDORIA

            “Guardarei no meu coração a tua palavra para não pecar contra ti.” Salmo 119: 11
          O filho de Deus, como o próprio nome já diz, tem uma relação íntima com Deus e naturalmente tem que procurar em tudo agradá-lo; isto só se dá sabendo qual é a vontade de Deus, e ela está na sua Palavra. Isto é o que deve tocar tudo em sua vida. Não importa o que o filho de Deus faça, tendo como guia a Palavra, ele terá condições de agradar a Deus. Saber qual é a vontade de Deus no que se vive e praticá-la é ter sabedoria.
Com poucos ou muitos anos, nós desde a infância, vamos aprendendo; pegando informação, conhecimento, e proporcionalmente sendo responsabilizados pelo que fazemos.
Isto que falamos, podemos chamar de experiência, é o que nos envolve ou move, na teoria ou prática, faz-nos agir desta ou daquela forma.
E também juntamos a maturidade, o resultado de aprender e por em prática, ao longo do tempo. Ajuda-nos a sermos adultos, a tomar nossas decisões por nós mesmos.
É quando isto acontece de forma gradativa é que aparece a sabedoria – saber quando e por onde guiar nossos passos – saber como viver.
Podemos até afirmar que a sabedoria é quando sabemos quando e como, e com determinação; marquemos bem esta palavra, determinação, um forte querer, nós fazemos o que deve ser feito e evitamos o que pode ser ruim, com maus efeitos.
Chegamos ao ponto vital, devemos com tudo o que temos e somos, com o aprendizado, a experiência e a maturidade, procurar fazer aquilo que vá ao encontro da vontade de Deus – esta é na prática a verdadeira sabedoria.
O salmo que começou esta meditação fala desta verdade, de nada vale grande sabedoria, se na prática não for para evitar pecar contra Deus. O objetivo de se ter sabedoria é aplicá-la para não pecar contra Deus.
Sabedoria, o tempo e o modo exigem, que se possível, examinemos as situações que vivemos com calma e sensatez.
Para as situações que vivemos devemos por vezes contar até 10, 100 e 1000. Caso contrário nós estaremos dando soco em ponta de faca. E não se trata somente de em algumas ocasiões quando não temos tempo; tanta coisa pode acontecer de uma só vez nas horas de um dia:
.Em certos momentos somos impulsivos ou estamos com raiva; muitas vezes isso é o que chamamos de explosão. Pedro antes do pentecoste era assim. Por várias vezes ele se dispôs a fazer o que era certo, mas estava agindo e confiando unicamente em si mesmo e por isso ele fracassou.
 .Somos teimosos, além de nós próprios, sempre temos um ou outro para citar. Vez após vez, ele ou ela sofre as terríveis consequências de seu erro, e volta a ele.
.Situações que nos cansam e se repetem. Não há a vontade; mesmo tendo tempo, de pensar-se em como tratá-las, ou seja: é preguiça espiritual. É quando somos guiados pelas velhas frases: “ninguém é de ferro”, ou “só desta vez não fará mal”.
.Quando estamos sofrendo grande pressão. Miremos nos exemplos de conhecidos servos de Deus. Exemplos de como devemos ser. Para citar só dois: Daniel e seus amigos. Lendo o livro de Daniel vemos como eles se portaram.
Uma vez ou outra vamos cair, cabe-nos tão somente vigiar e lutar. Vigiamos e lutamos com determinação, verdadeiramente, então a nossa parte nós fizemos. Porém, não nos conformemos com derrotas, redobremos os esforços para não cairmos mais.
Falar de sabedoria é fácil e dá prazer, o difícil é viver guiado pela sabedoria.
Salomão, que é conhecido como sendo o homem mais sábio, por algum tempo se guiou pela sabedoria. Mas houve um tempo em que se desviou do temor do Senhor. Salomão por amor às suas mulheres estrangeiras serviu aos deuses delas. Felizmente no fim de sua vida ele se arrependeu e por isso nos deixou como testemunho, e como alerta, o impactante livro de Eclesiastes.
Irmãos, o mundo seria outro, o Brasil seria outro, se a maioria que se diz cristã, realmente vivesse como tal. Se a maioria se empenhasse a cada dia, a praticar e se aprofundar mais nos ensinos cristãos. Se a maioria vivesse na prática com sabedoria.
Para seguir o mundo não é preciso esforço, porque nossa carne se agrada disto, Jesus nos disse que larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, Mateus 7: 13. Por isso, no velho testamento temos, ordens, mandamentos para o povo de Deus, isso pode ser conhecido como o “porém de Deus”. Os profetas inspirados por Deus mostravam que os povos da terra agiam dessa ou daquela maneira, mas o povo de Deus faria de outra forma, assim e assim – segundo o que Deus indicasse. Toda vez que Israel passou por terríveis problemas é porque decidiu seguir o que faziam os outros povos; para o nosso tempo isto é seguir o mundo. Jesus falou a seus seguidores, “eu porém”, no tocante a diversas coisas que o mundo seguia e nós devemos ser diferentes. No sermão do monte, em Mateus, vemos alguns deles a partir do capítulo 5: 22,28, 34,39, e 44. Paulo, em sua primeira carta a Timóteo no capítulo 6: 11 diz: “Tu, porém, ó homem de Deus,...” e depois na segunda carta nos capítulo 2: 1;3: 10, 14; vale a pena repetir as palavras deste versículo 14: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste.”
Todas estas citações estão dizendo ao povo de Deus, a cada um de nós: “Olha não me interessa os outros, como eles vivem, você tem que viver de outro jeito, do modo que eu lhe digo.” Isto faz toda a diferença.
Há um elemento que é chave em tudo isso que falamos, que sabendo controlá-lo estaremos agindo com sabedoria. Este elemento é a vontade.
A vontade de Deus deve sempre estar acima da nossa vontade.
Ah, a nossa vontade! Quão espinhosa ela é! Quando é para fazer o que gostamos nos entregamos ao máximo. Achamos argumentos mil para investirmos naquilo. Quando vai contra o que nos interessa é difícil fazê-la avançar, lutar e seguir o que é certo.
A vontade de Deus é soberana ir contra ela é saber, estar disposto, a arcar com as consequências.
A vontade de Deus sempre deve ser satisfeita, obedecida.
Aprendemos muito com Abraão, o pai da fé, pontos positivos e negativos. O positivo que podemos citar agora é sua submissão a Deus ao ponto de não negar o seu único filho. O negativo, um deles, foi que antes disso, ele não confiou em Deus plenamente para lhe dar este filho. Abraão quis fazer isso por seus próprios meios e aceitou o conselho de Sara, em tomar Hagar para ter com ela um filho. O resultado, as terríveis consequências nós as vemos até hoje, os árabes são descendentes de Ismael, este filho que teve com sua escrava – os árabes são inimigos do povo de Israel.
{Parece-nos que temos cuidado no nosso trato com as pessoas, mais do que com Deus. Com nossa família, parentes, amigos, chefes, professores, os reflexos do que fazemos são mais imediatos e visíveis, daí temos mais cautela, e evitamos fazer errado, em certa medida. Já quanto a Deus como o efeito não aparece logo, em boa parte dos casos, não ligamos. Apenas devíamos pensar que isso de qualquer jeito, significa que quando agimos assim, não estamos demonstrando amor a Deus.}
Uma expressão comum que usamos é “dar certo na vida.” Porém, na nossa existência isto é feito com limitações de fazer as coisas mais ou menos; sem usar todos os recursos ao nosso alcance, sem concluir como deve, ou mesmo deixar no meio do caminho, e achismos que fazem esta expressão ser imperfeita. Já firmados nos conceitos, verdades de Deus, seguimos por um caminho plano, firme – sem nada a atrapalhar a nossa visão e sabendo para onde estamos indo.
Dissemos em outras palavras, no começo, que ao longo da vida temos uma estrada em construção, daquilo em que nos basearemos para pensar e fazer as coisas. Com o passar do tempo vai aumentando a nossa responsabilidade. Se nós somos de pouco tempo na vida cristã, Deus nos tratará de acordo com o que temos construído, se temos muito tempo, Deus também irá nos tratar de acordo; quanto mais o tempo passar, maior é a responsabilidade de fazer tudo com sabedoria – a cobrança será maior.
Isto é como os remédios ou tratamentos a que nos submetemos, não são comuns acharmos aqueles que são agradáveis e de bom grado nos damos bem com eles. A renovação da nossa mente para que saibamos o que fazer é um processo contínuo e que requer de nós esforço. Só daí poderemos experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Esta é a lição a se aprender destas tão conhecidas palavras de Paulo: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”Romanos 12:2. 
          Aí é que entra o “tu porém”, que mencionamos – não seguir o mundo.
{Quando os filhos de Deus querem ser sábios, para poderem se conduzir na vida da forma certa; viverem de acordo com a santa vontade dele, eis aí o sentimento que ele mais se agrada neles.}
Salomão demonstrou isso ao pedir sabedoria, e veja qual foi a resposta, a reação de Deus nestas palavras:
“Por isso Deus lhe disse: Já que você pediu isto e não uma vida longa nem riqueza, nem pediu a morte dos seus inimigos, mas discernimento para ministrar a justiça, farei o que você pediu. Eu lhe darei um coração sábio e capaz de discernir, de modo que nunca houve nem haverá ninguém como você.” 1 Reis 3:11 e 12
Perseveremos em ser sábios.
Experimentar a vontade de Deus é ter sabedoria.
Fazer a vontade de Deus é a mais elevada sabedoria.

SABEDORIA ASPIRE TÊ-LA
E QUANDO A TIVER PRATIQUE-A


#EderRSilva







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