PERDÃO
PERDÃO
“Mas se não perdoarem uns aos
outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas.” Mateus 6: 15.
Perdão é uma marca do cristão.
Os homens fizeram muitos males a
Jesus; ele morreu depois de terrível tortura e, contudo, ele os perdoou. Ele
praticou as próprias palavras como nenhum outro.
O perdão é um sentimento que o
cristão tem que aprender a praticar o tempo todo.
Talvez você já tenha passado por
isso, que o cristão deve aceitar como natural. Ser o alvo de brincadeiras de
mau gosto, gozações, porém quando precisam compartilhar algo sério, delicado,
importante, ou necessitam ajuda é a você que recorrem. Por ser você digno de
confiança, com outros não podem contar. Por você viver sentimentos que são
manifestações do amor. Todo o nobre sentimento é regado com amor, para que seus
efeitos sejam plenamente atingidos. Em Jeremias 15: 11, Deus disse ao profeta
que com ele seria assim: “Disse o
Senhor: De certo que o teu remanescente será para o bem; de certo, no tempo da
calamidade, e no tempo da angústia, farei que o inimigo te dirija súplicas.”Ele
falava da parte de Deus, para que o povo de Israel se voltasse para Deus, para
que vivesse bem. O cristão deve
prosseguir fazendo o que é certo e mesmo em meio às criticas, perseguições,
perdoar sempre, sabendo que a sua atuação tem um grande valor real perante
Deus.
Merece consideração a experiência
que José, filho de Jacó, teve. Ele foi vendido pelos seus irmãos, só isso
traumatizaria qualquer um. O pior ainda estava por vir. Depois de pouco tempo como escravo José foi
injustamente acusado de ter traído o seu senhor com a mulher deste. A
consequência desta acusação é que ele foi mandado para a prisão. Lá foi
esquecido pelo copeiro chefe de faraó, pois, depois de um tempo este foi
libertado, José pediu-lhe que ao sair de lá intervisse a seu favor, porque fora
preso injustamente. Quando José estava preso ele interpretou os sonhos do
copeiro chefe e o padeiro chefe, que se cumpriram fielmente. Como o copeiro
ficara grato por José ter interpretado o sonho, foi quando José pediu que
atuasse a seu favor ao sair dali. Tudo isto é descrito em Gênesis 39 e 40. Em
especial o fato de o copeiro chefe ter se esquecido dele, está em Gênesis 40:
23. Este sofrimento todo de José veio a partir dele ter sido vendido pelos seus
irmãos. Portanto, suas lembranças com relação a eles eram angustiantes. Foi
neste tempo que faraó teve um sonho que o perturbou. O copeiro chefe ao saber
disso lembrou-se de José e o referiu a faraó. Faraó mandou chamá-lo e este deu
a interpretação do sonho. Falou que haveria 7 anos de fartura, seguidos por 7
anos de fome. Diante disso depois de José ainda ter dado sugestão do que
deveria ser feito, em detalhes, faraó ficou maravilhado com o filho de Jacó.
Faraó então, contando com o apoio de seus conselheiros, nomeou-o governador do
Egito – cargo só abaixo do dele próprio, está no capítulo 41: de 25 a 40.
Transcrevemos o trecho final para termos uma ideia do que as suas sábias palavras
de orientação produziram nos egípcios:
“Procure
agora o faraó um homem criterioso e sábio e coloque-o no comando da terra do
Egito. O faraó também deve estabelecer supervisores para recolher um quinto da
colheita do Egito durante os sete anos de fartura. Eles deverão recolher o que
puderem nos anos bons que virão e fazer estoques de trigo que, sob o controle
do faraó, serão armazenados nas cidades. Esse estoque servirá de reserva para
os sete anos de fome que virão sobre o Egito, para que a terra não seja
arrasada pela fome. O plano pareceu bom ao faraó e a todos os seus conselheiros.
Por isso o faraó lhes perguntou: Será que vamos achar alguém como este homem,
em quem está o espírito divino?" Gênesis 41: 33 a 38
E a história segue, houve os anos
de fartura, onde foram armazenados os alimentos. Em seguida vieram os anos de
fome, e o mundo da época se alimentou do que havia no Egito. Temos que realçar
uma coisa antes de prosseguirmos. José era o segundo grande homem no Egito: Não
seria o caso de pedir reparação pela injustiça no caso de Potifar, seu antigo
senhor, e sua mulher? Mas nada fez quanto a esta tremenda injustiça. Ele não
lembrou, sepultou – perdoou. Tanto seu senhor quanto a sua esposa. Prossigamos
agora, então, chegou o dia em que enviados por Jacó seus filhos foram até José
para comprar alimentos. Em Gênesis, há a narrativa destes acontecimentos, para
vermos como é importante ocupam do capítulo 42 a 45. Como já se passara muito
tempo seus irmãos não o reconheceram, mas ele os reconheceu. Era a chance em um
milhão de ele poder se vingar, por este pavoroso pesadelo que vivera que
começou quando eles o venderam. Ao invés disso ele apenas com ótima estratégica
conseguiu descobrir o que havia no coração deles. Em seguida ele revelou quem
realmente era. Neste momento seus irmãos não conseguiram falar nada, porque
ficaram atemorizados – e não era para menos. José os tranquilizou e demonstrou
que os perdoara, estava feliz em vê-los, e que sentia saudades de seu pai e de
seu irmão. Isto é perdoar. Ele acima de tudo reconheceu que o que lhe
acontecera; foi porque Deus resolveu usá-lo com instrumento, para salvar além
de sua família, os povos da época. Os povos encontraram no Egito a salvação
frente a estiagem severa que os afligiu – ele disse isso a seus irmãos. Deus
usa os seus servos sempre com um propósito. E dentro deste propósito esta a
glorificação do seu santo nome.
No mundo cristão há aqueles que
focam o seu ministério em regiões onde professar a fé em Deus é punido com
perseguição, tortura e até morte. Estes nossos irmãos mesmo ao serem presos
demonstram amor por aqueles que vão fazê-los sofrer. É preciso ter espírito de
perdão para fazer isso.
Outro caso notável na Bíblia é o
de Paulo, quando estava preso primeiramente em Filipos onde houve a conversão
do carcereiro, Atos 16: 27 a 34. Paulo encarou o carcereiro como qualquer outro
que precisa da graça de Deus, e é isto de fato. Por pior que seja a pessoa,
segundo os olhos dos homens, pode ser alcançado pela graça de Deus. E quando
foi preso pelos romanos, ele tinha sempre um soldado a guardá-lo e ele não
perdeu a oportunidade de evangelizá-los, como nos relata em Filipenses 1: 12 e
13. Aqueles que entre todos os homens Paulo podia ajudar, ele levou a maior
mensagem que existe, e que Deus enviou aos homens – a salvação através de
Cristo Jesus.
Jesus disse sobre os seus
discípulos, como seriam reconhecidos:
“Com
isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos
outros.” João 13: 35.
Uma das provas, demonstração de amor é pelo perdão. Jesus de outra feita disse:
“Respondeu-lhe Jesus: Simão, tenho algo a lhe
dizer. Dize, Mestre, disse ele. Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia
quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por
isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais? Simão respondeu:
Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior. Você julgou bem, disse
Jesus.” Lucas 7: 40 a 43.
Quanto mais amamos as pessoas mais temos condições de perdoá-las. O contrário
também se aplica; quanto menos amamos alguém menos temos condição de perdoá-lo
– torna-se mais difícil.
Tenhamos sempre em mente que
todos nós, cada um de nós, estávamos com uma dívida impagável para com Deus,
merecíamos a condenação eterna, e Jesus pagou esta dívida. Então, como fomos
alcançados pela graça e misericórdia de Deus, devemos também ser graciosos e
misericordiosos com os outros. Perdoe sempre.
Nós todos devemos perdoar as
pessoas. E precisamos continuar a fazê-lo, como Deus faz conosco a cada dia.
Sabemos que as perdoamos se depois de declarar-lhes isso, conseguimos tratá-las
com amor, o nosso relacionamento com elas é restaurado. O que aconteceu que
elas fizeram está sepultado. Se tal não acontecer nós verdadeiramente não
perdoamos.
DEMONSTREMOS AMOR PERDOANDO
COMO DEUS NOS PERDOOU
#EderRSilva

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