IRA



IRA

“Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha.” Efésios 4: 26
Não façamos nada guiados pela ira.
Enfraqueçamos, cancelemos a ira no nosso coração.
A ira é uma bomba que fere o que está à volta; a começar com quem a usa. Os seus efeitos atingem até aqueles que diretamente nada tinham a ver com aquele fato.
Como tristeza, alegria, ela é um sentimento que nos acompanha no nosso viver. Controlá-la exige esforço e também sabedoria – as consequências cedo ou tarde aparecem.
Falaremos sobre dois acontecimentos positivos na vida de Moisés, quanto à ira e um negativo.
Para nós primeiramente, o que brilha em Moisés é ser dito dele, que era o homem mais manso de todos os que haviam na terra, Números 12: 3. Ele não se irava com facilidade.
Moisés esteve várias vezes na presença de faraó, nas quais pediu para que deixasse os judeus saírem do Egito. Na verdade ele esteve diante dele dez vezes; nas dez pragas que o Senhor enviou sobre aquela nação. A cada praga era um teste para a mansidão de Moisés. E faraó não atendeu ao que Moisés lhe pediu por ordem de Deus.
Pensemos bem, a partir de três vezes, já seria um bom teste mostrando ser alguém manso, o que dizer então, de dez! Sem esquecermos que cada vez que isso acontecia havia a pressão do povo judeu sobre Moisés; porque humanamente falando a situação só piorava. E ele sempre recebeu de faraó um não. O processo para libertar o povo de Israel do Egito não foi algo rápido. Deus através do Egito iria mostrar o seu poder ao mundo daquela época. O motivo de estudar isso até hoje.
Moisés como líder dos judeus, sentindo o peso que isso significava, se cansava. Isso estressaria a qualquer um, por essa razão nesta última vez, a décima, o texto de Êxodo 11: 8, diz-nos o que segue: “E, com grande ira, Moisés saiu da presença do faraó.” Ele apenas se irou e com razão, mas isso não o levou a nenhum ato, em resposta, violento, que seria o caso. É o que devemos fazer, devemos abafar, enfraquecer a ira.
{Quantas tentativas nós temos que fazer em relação a uma série de coisas na nossa vida, até conseguir o que queremos! Na procura de um emprego, para ter uma estabilidade financeira; conseguir ter a casa própria, ou mesmo nunca tê-la; tratamento de algum mau de saúde até ficar curado ou sob controle; no relacionamento sentimental até acharmos alguém com quem nos damos bem.}
O segundo caso de Moisés está diretamente ligado ao versículo que falamos de ser ele o mais manso de todos dos que haviam na terra. Tudo está registrado em Números  12. Nesta ocasião ele estava enfrentando uma rebelião como tantas que já enfrentara em Israel. Ocorre que havia uma seriíssima e triste diferença – eram de seus próprios irmãos, Miriã e Arão. Deus havia escolhido Moisés para naquela época ser o seu profeta, e seus irmãos disseram que eles também falavam em nome de Deus.   Deus defendeu Moisés,  das acusações que lhe faziam, e mostrou que seus irmão haviam errado tomando esta postura. A punição foi aplicada em Miriã, que ficou leprosa por uma semana. Nos versículos de 7 a 10 temos a defesa de Deus em favor de Moisés, sendo que este mesmo nada falou contra seus irmãos. No lugar dele cremos que uma enormidade de pessoas teria feito o contrário.
Pensando sobre isto de ser parentes ou amigos. Podemos questionar, mas justo ele (a) de quem eu esperava todo o apoio e me auxiliar nas minhas lutas? Às vezes é assim mesmo.
Fatalmente onde somos mais fortes podemos cair.
O longo período frente ao povo de Israel fez com que Moisés vacilasse uma vez e aí teve que arcar com as consequências. Ele não obedeceu à ordem de Deus como deveria.
Era em uma ocasião em que ele deveria apenas falar à rocha para que dela verte-se água para o povo, e ele bateu na rocha. Como era Moisés um modelo para todo o povo, Deus o puniu impedindo-o de entrar na terra prometida, Canaã. Vejamos os textos: “E o Senhor disse a Moisés: “Pegue a vara, e com o seu irmão Arão reúna a comunidade e diante desta fale àquela rocha, e ela verterá água. Vocês tirarão água da rocha para a comunidade e os rebanhos beberem”. Números 20: 7 e 8 “Então Moisés ergueu o braço e bateu na rocha duas vezes com a vara. Jorrou água, e a comunidade e os rebanhos beberam. O Senhor, porém, disse a Moisés e a Arão: “Como vocês não confiaram em mim para honrar minha santidade à vista dos israelitas, vocês não conduzirão esta comunidade para a terra que lhes dou”. Números 20: 11 e 12.
Paulo nos fala para estarmos vigilantes, é um alerta às armadilhas que podemos cair a qualquer momento – vigiemos o máximo que pudermos: 1 Coríntios 16: 13 : “Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes.”
O enfraquecer, conter a ira é algo para ser exercitado todo dia.
É uma das áreas em que mais podemos pecar.
Ser do tipo de gente que tem os famosos cinco minutos, em que explode, não serve para o cristão.
Um momento de extrema ira de Pedro também é muito instrutivo. Ele nos expõe como podemos nos deixar levar pela ira pelas razões certas, só que ao empregá-la é o meio errado.
Quando Jesus ia ser preso Pedro usou sua espada e com ela decepou a orelha do servo do sumo sacerdote, João 18: 10. Jesus curou o homem e disse a Pedro que não era com a espada que deveria lutar em ocasiões como aquela. Pela razão certa Pedro não queria que Jesus fosse preso, pois, este era inocente, nada havia feito que merecesse, justificasse, a sua prisão. Porém, não era pela força, violência, que ele poderia lutar contra isso. Espada, força, não são as armas de Cristo. Estranhamos que diante deste ato Pedro não tivesse sido preso. Felizmente, tal não aconteceu. No futuro tanto Pedro, quanto os demais apóstolos com exceção de João foram perseguidos e mortos e não lutaram com as armas dos homens, aceitaram o seu destino. Lembramos as palavras de Paulo: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Romanos 12: 21. A nossa maior arma que desarma os outros muitas vezes é o amor.
Pedro pode aprender este principio.
Em 1 Pedro 2: 21, 22 e 23 ele escreveu: “Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca. Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça.”
Reagir ao sofrimento, aos maus tratos, às injurias, o Mestre dos Mestres é nosso modelo, pois ele tudo suportou e com mansidão por nós.
{A ira está pronta a aparecer em todo momento de nossa vida. Temos prazos para tanta coisa, como nos estudos, no serviço. Lembrando-se do serviço, nas grandes cidades, só a correria diária pegando conduções e se esforçando para não chegar atrasado, é estressante. Não precisamos de grandes desafios para ficar irados - com ou sem razão. No nosso relacionamento em família, parentes, amigos, procurando ser compreensivos. E claro lembrando que por outro lado nós somos causadores de ira nos outros também.}
O testemunho de nossos irmãos do passado ajudou a atrair outros a Cristo e assim sempre neste espírito, aprenderam a não dar lugar a ira. Eles procuraram ver em tudo uma oportunidade de pregar o evangelho – no lugar da ira eles mostraram amor. Mais do que em palavras em ações.
Se isso não acontecer, não agirmos com mansidão, pode comprometer totalmente a nossa imagem como cristão.
Quando nós pecamos pela ira, manchamos a nossa imagem como cristão, desonramos a Deus perante os homens.

IRA É UMA BOMBA SEM CONTROLE
FIRA VOCÊ OU OUTROS É TERRÍVEL

#EderRSilva

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