MATURIDADE E SABEDORIA
MATURIDADE E SABEDORIA
Maturidade tem sabedoria e sabedoria
tem maturidade. Maturidade e sabedoria, uma leva a outra, não se separam, agem juntas.
Maturidade, esta palavra nos aponta
para maturar, amadurecer. Isto se dá depois de um tempo. Usando a figura do
fruto, quando ele recebe luz, calor, água, terra com nutrientes, nestas
condições normais, de fruto verde ele passará a ser fruto maduro. Ele está
pronto para ser utilizado – a finalidade por que foi criado. Vemos isso no desenvolvimento das crianças, ao terem atitudes mais inteligentes, e sensatas, parecendo um pouco adultas. Por isso, lembra
muito o conceito de sabedoria. Ela é quando a partir de conhecimento e
experiências, que vão alimentando a nossa mente, dá para saber a diferença
entre uma coisa e outra, certo e errado, bom e mau. Sabemos fazer as coisas na
hora e do jeito certo. Nestas duas qualidades que a pessoa tem, ela tende a ser
independente, e sabe como agir, não é preciso dizer-lhe como se portar. Ela
desenvolve facilidade para aprender.
Aprendamos com Davi, Pedro e Paulo
sobre elas.
Davi
– nossa boa intenção só é valida, quando estiver aliada ao conhecimento de Deus
que tivermos, do que ele quer. Lembrem-nos que Deus nunca erra, não é como
o homem. Davi quis fazer o templo para honrar ao Senhor – algo bem legítimo e
admirável. Suas palavras a respeito expressam que ele sentia-se grato, por todo
o bem, que o Senhor havia lhe feito. Ele tinha sua própria casa e, contudo,
Deus não tinha um lugar, onde todo o Israel poderia prestar-lhe culto, como ele
merecia. Mas, Deus não tinha manifestado, ainda, que desejava que se fizesse
uma casa em que ele fosse cultuado. Como dissemos, ele não tinha dito nada
ainda. Porém, nesta ocasião, ele declarou a Davi, que o filho deste, Salomão,
seria aquele que construiria o templo, 2 Samuel 7. Ponto a considerar, é que
ao querermos fazer algo para Deus, o certo é buscar a sua aprovação. Recorramos
então, ao conselho perfeito de Deus, na sua Palavra, somente nela. E esperemos
em oração suas orientações. Quando estivermos meditando na Palavra; conhecendo
mais a Deus, e em oração; falando com ele, em muitas situações estaremos mais
preparados e habilitados a nos sair bem.
Pedro.
Não devemos agir por impulso. Olhem esta situação já bem conhecida de nós,
e o que Jesus disse do posicionamento de Pedro: “Pedro perguntou: “Senhor, por que não posso seguir-te agora?
Darei a minha vida por ti!”Então Jesus respondeu: “Você dará a vida por mim?
Asseguro-lhe que, antes que o galo cante, você me negará três vezes!” João 13: 37 e 38.
Ter a vontade controlada e bem direcionada,
isto deve ser algo almejado por cada um de nós. Saber o preço a pagar por
posições que tomamos. Agirmos com determinação firme. Entre os discípulos de
Jesus, era Pedro que se destacava normalmente para tomar posição. Nada contra
as pessoas que se dispõe a fazer as coisas, estão frequentemente com boa
disposição, são prestativas. Se for genuína e firme esta vontade, com
determinação, deve ser incentivada. Torna-se um problema quando é um sentimento
apenas de momento, não tem raízes. Quando pensávamos que podíamos contar com
alguém e aí ele falha. Os sinais externos apontavam para outra atitude que não
era a real. Em geral estas pessoas não se conhecem, pensam que agirão de tal
forma e na hora fazem o que não se espera - o que elas mesmas não desejavam. É
difícil alguém não ter agido desta forma, em algum momento da vida. E além
disso, quando a atitude, o que se vai fazer parece certo mas é errado,
colhem-se danosas consequências; algumas que lamentamos por anos, às vezes a
vida inteira. O Pedro que vemos nos evangelhos, começa a se transformar quando
olhamos para ele em Atos dos Apóstolos. Ali ele começa se firmar, agir com
determinação. Ele passa a se encher de amadurecimento e sabedoria,
transforma-se em uma “coluna”, Gálatas 2: 9, da igreja primitiva. Ele de
“Cefas” passa a ser Pedro mesmo, que significa “Pedra”, um referencial que
serve para nós como exemplo de fé, firmeza inabalável.
Paulo.
Ser um instrumento que Deus usa quando e como quer. Até em situações nas quais
tudo aponta para algo claro, lógico, estar preparado quando Deus lhe mostrar
outro caminho a seguir. Dois textos nos impressionam a este respeito. Ambos nos
mostram de coisas admiráveis e comuns no ministério de Paulo, que Deus não
deixou, naquelas ocasiões que o apóstolo fizesse. Vejamos: “Paulo e seus companheiros viajaram pela
região da Frígia e da Galácia, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de
pregar a palavra na província da Ásia. Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram
entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu”. Atos 16: 6 e 7.
Olha que coisa, o que era mais que natural, e o apóstolo tinha grande prazer em
fazer era evangelizar, e por duas vezes Deus o impediu. Aquelas não eram as
horas apropriadas para fazer isso naquelas regiões citadas. Depois aquelas regiões
foram evangelizadas. E nesta outra ocasião, que abordaremos agora, ele queria
visitar irmãos de uma das igrejas, mas também não foi permitido: “Nós, porém, irmãos, privados da companhia de
vocês por breve tempo, em pessoa, mas não no coração, esforçamo-nos ainda mais
para vê-los pessoalmente, pela saudade que temos de vocês. Quisemos visitá-los.
Eu mesmo, Paulo o quis, e não apenas uma vez, mas duas; Satanás, porém, nos
impediu”. 1 Tessalonicenses 2: 17 e 18. Neste último caso, há algo curioso. O
propósito de Deus não se cumpriu porque Satanás não deixou? Claro que não. Deus
lhe deu permissão para que este atuasse porque não era a hora. Não estava nos
planos de Deus naquele momento. A visita de pastores às suas igrejas só as
fortalece – é extremamente benéfica e necessária. Lição a se tirar: Não é
porque é para Deus e já fizemos várias vezes, que vamos abrir mão de orarmos e
pedirmos a aprovação dele. Não é porque é bom, verdadeiro, que poderemos fazer
sempre. Tudo depende da orientação de Deus e vermos a sua aprovação.
Concluindo, relembremos que a nossa
boa intenção só é valida, quando estiver aliada ao conhecimento de Deus que
tivermos, do que ele quer. Segundo, que não devemos agir por impulso. E
finalmente, devemos ser um instrumento que Deus usa quando e como quer; para
isso é necessário nos submetermos sempre à sua vontade.
Isto é ter maturidade e sabedoria.
Cresçamos dia a dia, em maturidade e
sabedoria. Elas são importantes para a nossa vida cristã.
ESFORCEMO-NOS PARA
QUE ELAS ESTEJAM CONOSCO
#EderRSilva

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