FALAR O QUE QUEREM OUVIR
FALAR
O QUE QUEREM OUVIR
“Se falei mal, dá testemunho do
mal,” João 18: 23. Estas são palavras de Jesus.
Jesus não falava o que as pessoas
QUERIAM ouvir. Jesus falava o que as pessoas PRECISAVAM ouvir.
Não é algo fácil para fazer, exige
resistir às pressões dos outros. O que normalmente nós vemos acontecer, vamos
aqui analisar.
Começamos a desenvolver o assunto,
dizendo que para a maioria das pessoas é cansativo ou divertido ouvir
políticos.
Cremos haver uma razão principal
para isso – palavras vazias.
Palavras nas quais não se dá para
acreditar. Alguns por serem velhos conhecidos prometem muito e na prática não
cumprem. Os outros que são novos na política, em função da má fama dos bem
conhecidos, perdem também a credibilidade.
Justifica-se daí ser para nós cansativo,
quando eles aparecem falando, e alguns comentarem que lá vêm eles de novo. Ou
por outro lado passa a ser divertido. Encara-se como um show de um artista,
para nos entreter, como um bom comediante – é algo para fazer rir.
Infelizmente irmãos, aqueles que
pregam em certas igrejas fazem o mesmo.
Procuram mostrar unicamente
mensagens que possam atender às necessidades das pessoas – não pregam a
verdade.
O que dizem pode agradar ao homem,
mas é vazio do sentido espiritual do que deveria realmente importar – daquilo
que Deus dá valor.
Não mostram o verdadeiro estado
espiritual do homem – sua necessidade por Deus. Isto é facilmente explicável e
justificável: Falar deste assunto não é popular.
Todos os profetas falaram da
necessidade do homem de buscar a Deus. E foram perseguidos por ter a mensagem
deles esta finalidade.
Jesus depois de ser preso ao ser
interrogado sobre a sua doutrina, disse que isso era público e qualquer um
poderia falar dela – ele foi bem direto e prático. Como consequência, por
responder desta forma, ele foi esbofeteado por um guarda. Foi então que disse
que se havia falado mal, quem o esbofeteou desse testemunho de que mal era
esse; caso contrário porque o havia ferido, qual seria o outro motivo deste ato
– ficou sem resposta. O guarda disse: “É assim que falas ao sumo sacerdote?”,
leitor, isto não o fez lembrar-se de nada? Ter ouvido algo parecido? Pare e
pense um pouco, antes de ver o que temos a dizer a seguir. ......Fez-nos
lembrar os pais quando dão bronca em uma criança por não ter respondido com
devia a alguém. Por ter sido malcriado. E vem algo do tipo em seguida: “onde
estão seus modos?”
Jesus na visão daquele guarda havia
mostrado uma atitude malcriada. Havia sido grosso. E Jesus era malcriado ou
grosso?
A verdade confronta e incomoda.
Citamos outro caso do mesmo tipo
aqui.
Paulo em uma das vezes que foi
preso, (Atos 13), reclamou da autoridade por se exceder e mandar bater nele,
contra a lei. Isto foi na hora em que ele começou a apresentar a sua defesa.
Ele não havia dito nada ofensivo ou desrespeitoso. Então sua reclamação
procedia. Mostraram-lhe, entretanto, que quem havia dado esta ordem era o sumo
sacerdote, fato este que ele desconhecia. Foi quando ele pediu desculpas e
achamos que nisto ele errou. Não é porque uma autoridade é investida por Deus,
que ela deixa de errar. E ainda mais estaremos fazendo algo bom ao demonstrar o
erro, para que seja feita justiça e a verdade prevaleça – para que o nome de
Deus seja glorificado sempre. Se há pessoas que tem que zelar pelo seu bom
exemplo, mais que os demais, e procurar não falhar, são aqueles que Deus
investiu de alguma autoridade. Porque os atos destes influenciam e tem reflexo
sobre muitas pessoas. O servo de Deus deve ter sensibilidade para perceber isso,
e ser grato àquele que o adverte, para ver que está errado.
As pessoas naturalmente gostam
quando os outros as apoiam, apreciam o que falam, e suas palavras exaltam-nas. As
pessoas estão mais do lado da verdade desde que ela lhes favoreçam – boa parte
das vezes isto ocorre.
Já começa a ser raridade ter a
verdade como base do que vai se falar.
Focamos intensamente e finalmente
que a vital, mais importante mensagem e realidade de que Jesus se ocupava, e da
qual falava, era a espiritual.
O caos em que está o mundo nada mais
é do que a consequência do ser humano estar morto espiritualmente. A morte
física é resultado direto da morte espiritual.
Os sermões, palestras, estudos,
deveriam ter muito mais, como tema, o que é espiritual como algo regular.
Vejamos esta palavra de estímulo:
“Portanto, se fostes ressuscitados
juntamente com Cristo, buscais as coisas lá do alto, onde Cristo vive,
assentado à direita de Deus”. Colossenses 3: 1.
O que é espiritual deve impregnar
toda a nossa vida.
Cristo nos alertou sobre a sua vinda
ao dizer:
“Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa.
Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” Lucas 18:8.
O
crer, ter fé, vem pelo ouvir a palavra de Deus, se Jesus disse isso sobre a sua
segunda vinda é que algo está errado. A igreja não tem cumprido como devia a
sua missão. A sua missão é pregar o evangelho a toda a criatura. Só nos leva a
pensar que tem sido pregado largamente da forma errada.
Se
você tem se apoiado na verdade, procurando falar palavras coerentes, e seu
viver testemunha isso, continue a viver assim.
Acostume-se
por vezes, a não importando quão educado e acertadamente você tenha falado, a
não ser bem recebido pelas pessoas. As pessoas não vão gostar e censurá-lo,
dizendo que você é grosso, mal educado – simplesmente por você dizer a verdade.
Esta
foi a situação vivida por Jesus, como já citamos, então, o que dizer de nós?
{Passe
a observar se pessoas não dizem que você as trata mal, desaponta-as, chamam-no
de grosso, pura e simplesmente, quando você mostra o outro lado de uma questão,
o contrário, que contrasta, como uma atitude ou maneira de pensar.}
Nos
tribunais se vê isso de forma exemplar, da maneira correta. Parecem por vezes
que os advogados de ambos os lados estão sendo rudes um com o outro, mas estão
puramente com determinação mostrando, os lados opostos de uma mesma questão, ou
questões. Mesmo porque há regras a seguir-se em um julgamento para que ambas as
partes se tratem com respeito. Não é a toa que tem toda aquela formalidade, a
começar pela maneira dos presentes se dirigirem uns aos outros. É para que se
mantenha um alto nível de debate e ao fim, sem transtornos, se dê o veredito
correto pelo juiz. Tem todo este padrão a ser seguido para haver ordem e se
promova a justiça. Para que inocentes não se tornem culpados e culpados não se
tornem inocentes – a justiça deve prevalecer.
Como
disse Jesus, o reto juiz:
“Não julguem apenas pela aparência, mas
façam julgamentos justos”. João 7: 24.
O filho de Deus se puder, deve falar o que os
outros querem ouvir, desde que isso não vá contra a verdade.
O filho de Deus acima de tudo deve falar, o que
as pessoas precisam ouvir. Com todo o respeito deve fazer isso, sempre firmado
na verdade.
PENSE NISSO:
FALAR O QUE QUEREM OUVIR
OU FALAR A VERDADE.

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