QUANDO O PRAZER NOS CONTROLA
QUANDO
O PRAZER NOS CONTROLA
“Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o
seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até
onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a
julgamento.” Eclesiastes 11: 9.
Nós vivemos sempre; de certa forma, buscando
aquilo que nos dá prazer.
O que o versículo de Eclesiastes nos diz serve
para qualquer pessoa. Não importa que idade nós tenhamos, devemos nos lembrar
de Deus. Consideremos o que Deus pensa; sobre o que nós fazemos.
Aquilo que nos dá prazer é muita coisa nesta
vida.
Para começar há uma grande lista do muito que
gostamos e nos alegra, é daquilo que podemos comprar – são bens de consumo. É o
materialismo que está em toda parte, uma gigantesca indústria mundial.
Aí está uma razão mais do que suficiente para nos
policiarmos e deduzirmos se não estamos nos viciando e, por conseguinte, nos
prejudicando. Comer e beber demais, comprar roupas e sapatos quando já temos
tantos, e é claro estar sempre com o último modelo de celular – são casos
simples e básicos a se pensar.
Algo também que devemos nos conter e usar
racionalmente é a nossa língua – o que falamos. Neste caso, quando falamos
demais, fica difícil filtrar o que é bom e o que não é - o que é edificante e o
que prejudica. Eclesiastes 5: 3b nos diz: “do muito falar nasce a prosa vã do
tolo”. E Tiago 3, mais de metade deste capítulo, até o versículo 12 mostra-nos,
os perigos da língua sem controle, ele usa a expressão “tropeça no falar” v. 2.
O filho de Deus deve ser conhecido como alguém sábio; e tal pessoa, não deve
falar coisas inconvenientes, das quais se envergonha depois ou tem efeitos
ruins. Pessoa que tem prazer em falar muito, exageradamente, a nosso ver, pode
ser encarada de dois modos: como o palhaço do grupo, dificilmente alguém dará
crédito quando quiser falar algo que é realmente importante, pode pensar que
tudo que vem dele é uma piada. A outra maneira de se encarar é como o criador
de intrigas, de quem queremos distância; pois não sabe o que fala, não mede as
palavras e prejudica os outros – é um inconsequente. Isto não é bom, nenhuma
das duas maneiras.
Vemos também que hoje está banalizado o desejo,
prazer sexual, no mundo, e suas consequências são visíveis para todos. Isso foi
exposto na vida de Davi com relação a Bate Seba, 2 Samuel 11. Tudo de mal que
foi desencadeado na vida de Davi, a partir de um único pecado. Ele cedeu ao
desejo sexual de uma forma que Deus não aprovava. O profeta Natã ao repreender
Davi mostrou-lhe o que ele havia feito; até então ele estava cego para ver os
pecados que tinha praticado. O que causa mais espanto é que Davi já tinha mais
de uma mulher; contrariando o principio de casamento com uma só mulher, monogâmico,
dado por Deus. Não é vã a palavra de exortação aos noivos, que os pastores lhes
fazem na cerimônia de casamento – ser fiel, e viver bem com a uma só pessoa é
uma grande e difícil missão. Há outros efeitos danosos de se ter mais de uma
mulher. Abraão e Jacó haviam caído na mesma tentação e colherem amargas
consequências. Felizmente a nossa lei proibi isso. Salomão, dos que a Bíblia
registrou, foi o que mais se descontrolou neste sentido. Ele cometeu outro
pecado por este envolvimento com mais de uma mulher, não bastou o mau exemplo
dado por seu pai Davi, para não cair nesta horrível cilada. Diz-nos a palavra
sobre ele: “À medida que Salomão foi envelhecendo, suas mulheres o induziram a
voltar-se para outros deuses, e o seu coração já não era totalmente dedicado ao
Senhor, o seu Deus, como fora o coração do seu pai Davi”. 1 Reis 11:4. Salomão tinha
700 princesas e 300 concubinas! Quando Deus nos alerta e diz para não fazermos
algo devemos acatar sem discutir. O desejo sexual está banalizado e,
infelizmente, muitos cristãos cedem a ele. O mal deve ser cortado na raiz, para
que não venha a crescer. Evitemos pensar, ver, falar dele, a não ser como
alerta para não cairmos, cedermos à tentação. Como estranhamos ver irmãos
comentarem sobre ele com uma dor pequena, como um pecado normal, somente um
deslize – não deve ser assim. O mundo o encara como tal, mas o cristão não faz
parte deste mundo. Hoje parece um pensamento antigo, retrógado, ter este
cuidado com a pureza sexual. Muito cuidado com qualquer relacionamento que nos
induza ao pecado, que nos afaste de Deus e façamos o que ele abomina.
Vamos abordar em seguida, um pouco, sobre algo
que pouco se fala. É do prazer da prática de esportes chamados radicais.
Só para citar um caso, em que a pessoa inclusive
estava desafiando apenas a si própria sem concorrentes e terminou em morte. Há
alguns anos, mais um desafiou a subida ao monte Everest no Himalaia e morreu –
que dor pensar nisso. Morrer solitário, como uma das consequências que sabia
ser possível. Outros alpinistas já morreram desafiando o famoso monte.
Até que ponto este prazer é bom? Mesmo com todo o
aparato de itens de segurança que existem, porque arriscar a ter um sério
acidente ou perder a vida? Ferirmo-nos sem necessidade, apenas para ter um
prazer, não vemos como algo positivo. E o valor da vida é incalculável, não dá
para ser compensado. Lembremo-nos que somos santuário do Espírito Santo, “Acaso
não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em
vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?” 1
Coríntios 6:19. Não arrisquemo-nos a ferir seriamente o nosso corpo, ou até
mesmo arriscarmos a perder a vida, sem necessidade.
Olhamos, e é visualmente bonito, aqueles esportistas
a se arriscarem, mas eles podem sofrer sérios acidentes. Questionamo-nos se
tais esportes devem ser estimulados a serem praticados.
Não podemos deixar de abordar também, o
verdadeiro culto à beleza que existe hoje. Não se trata de ser saudável, tomar
medidas que são necessárias, e sim a simples vaidade. Cada vez com menos idade
os jovens se preocupam com isso, em função dos meios de comunicação explorarem
demais deste assunto. Há um padrão ideal de beleza que a sociedade impõe. Estes
padrões são os de artistas e pessoas ilustres e podemos atentar que muitos
deles ao final não se dão bem. E isso expõe as pessoas ao risco de ficarem
deformadas, feridas e algumas até mesmo morrerem – lamentável. Cedo ou tarde,
em menor ou maior grau todos vamos deixar de ter a aparência que tínhamos e
gostávamos, é uma questão de nos conformarmos com o inevitável. E o mais
importante não é a aparência e sim o que somos como pessoa, isto é o que
realmente tem valor.
Aqui ampliamos mais o nosso horizonte abrangendo
tudo o que já referimos.
O texto de Eclesiastes 7: 15 a 22 nos exorta a
sermos moderados. Esta é uma das marcas registradas do filho de Deus, do
cristão. E Paulo falou disso em poucas palavras, mas com uma tremenda dimensão:
“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.”
Filipenses 4: 5.
Quando não somos moderados é porque fazemos e
pensamos demais, em determinada coisa que nos dá prazer – somos controlados por
ela. Isto nos prejudica e pode prejudicar a outros também.
Justamente é isso que queremos dizer quando o
prazer nos controla; em função daquilo que queremos, não medimos esforços para
consegui-lo – o prazer nos cega.
Sentir prazer seja no que for todos nós sentimos.
Resta saber se ele é legítimo, bom, e vamos tê-lo, desfrutá-lo como Deus quer,
ordena. Temos que ver se isso não vai nos controlar e prejudicar. Porque Deus é
o único que deve controlar tudo em nossa vida.
PENSE SERIAMENTE SOBRE ISSO
NÃO DEIXE QUE O PRAZER CONTROLE VOCÊ
#EderRSilva

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