FAZENDO O BEM, SENDO CONSOLADO E EXALTADO.
FAZENDO O BEM,
SENDO CONSOLADO E EXALTADO.
“Fará sobressair a tua justiça
como a luz e o teu direito, como o sol ao meio dia”. Salmo 37:6
Todos nós precisamos de palavras
de animo, palavras que nos fortaleçam.
Esta figura da luz e do sol é
deslumbrante. O seu significado é grandioso e vital ao ser humano. Ser
reconhecido como alguém bom e estimulado a isso, dá um admirável sentido à
vida.
As obras do mal praticadas por
pessoas perversas; que são muitas, devem indignar a todos do bem. Mas, quando, aparentemente, não presenciamos o barrar da perversidade das pessoas, pode ser que fiquemos
desanimados em prosseguir.
Ao deixarmos-nos estar nas mãos
de Deus; conformando-nos com a sua vontade, fazendo o bem, fica em segundo
plano isto ser visível aos homens. O
nosso objetivo não é que vejam e sim que Deus veja – é para ele.
As palavras do Salmo 37,
versículos 3, 4 e 5, nos impulsionam primeiramente a confiarmos no Senhor e com
este espírito fazermos o bem. Fala para alimentarmo-nos da verdade. Nós somos
exortados a seguir neste processo; agradando ao Senhor e entregando os nossos
planos, nossa vida a Deus – e ele agirá.
Vivendo no mundo, mas não sendo
dele, nós sofreremos pela sua incompreensão e ingratidão. Em meio a este viver
tão opressor, Deus fará sobressair a nossa justiça; isto dará energia ao nosso
espírito.
É normal não sermos reconhecidos
por este nosso atuar pelo mundo.
Contudo, infelizmente não é tão
somente o mundo que nos desestimula neste sentido.
Vamos valer-nos de quatro casos, nos quais a Bíblia nos mostra e nos alerta, que a incompreensão e ingratidão podem
vir também dos nossos irmãos, do povo de Deus – não só dos de fora.
Cada
um destes que seguem abaixo foram consolados e exaltados por Deus:
O primeiro é o de Moisés quando
já tinha um histórico de fidelidade a Deus, perante todo o Israel, em razão de
seu longo ministério. Miriã e Arão, seus irmãos, se rebelaram por inveja contra
ele e Deus o defendeu, o louvou. Vejam em Números 12. Família nossa base,
apoio, para enfrentarmos os problemas e nos refugiarmos nela. Quando não
podemos contar com ela neste papel, é uma terrível realidade.
Moisés,
quando viu sua irmã Miriã castigada por Deus, por ter se rebelado contra ele,
pediu que a curasse, pois ficara leprosa: “Então Moisés clamou ao Senhor:
"Ó Deus, por misericórdia, cura-a! " Números 12: 13.
O segundo é o de Jó com relação
aos seus três amigos. Eles mostraram serem realmente seus amigos, ao ficarem
uma semana inteira assentados ao seu lado, não dizendo uma palavra sequer, pois
viram que sua dor era muito grande, em razão da terrível doença que o tomara.
Bastou começarem a falar para o acusarem de pecados que ele não tinha cometido.
No livro de Jó, dos capítulos 4 a 31, é muita coisa, são acusações dos amigos e
defesas de Jó. E por não se citarem outros amigos, de alguém tão conhecido e
reverenciado como ele, leva-nos a crer que eram seus melhores amigos. Como se
diz por aí: “Com amigos assim quem precisa de inimigos”?
Jó, orou pelos seus amigos, foi
curado quando fazia isto, e voltou a ter uma vida normal: “Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou
novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes”. Jó 42: 10.
O terceiro é o de Paulo, o grande
missionário, fundador de igrejas. Ele apresentou sua defesa à igreja de
Corinto, na sua segunda carta, nos capítulos 10 e 11, bastando olhar suas
palavras no 11. Ele apresentou a sua defesa, por não honrarem-no por sua
dedicação a eles. Aqueles por quem tanto fizera não reconheciam o seu
trabalho, o bem que lhes havia feito e continuava a fazer.
Paulo,
constantemente intercedia pelas suas igrejas e por
aqueles que o hostilizavam. Aos irmãos da igreja de Corinto citados acima, logo
ao iniciar a carta no capítulo 1 versículos 1 e 2 lemos; e nota-se, são
palavras de quem muito os amava: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo,
à igreja de Deus que está em Corinto, juntamente com todos os santos de toda a
Acaia: A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus
Cristo”.
Há
ocasiões em suas cartas, felizmente, de registro das palavras de estímulo dos
irmãos das igrejas, não só ingratidão. E também do próprio Jesus, essa é que
destacamos: “Na noite seguinte o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse:
"Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá
testemunhar também em Roma"
Atos 23: 11.
Atos 23: 11.
O quarto e maior exemplo,
perfeito, é o de Jesus. Sobre ele de forma bem clara nos fala Pedro quando se
encontrou com o centurião Cornélio, em Atos 10: 38, “como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e
poder, e como ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os
oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele”. Foi esse Jesus que uma
multidão condenou; preferindo que um assassino fosse libertado e que ele fosse
morto por crucificação. Onde estavam as outras multidões que o seguiam nesta ocasião?
Incompreensão, e ingratidão sem igual - foi o que se viu. No evangelho de João
capítulo 1 versículo 11 se lê: “Veio para o que era seu e os seus não o
receberam”.
Jesus,
e não podia ser de outra forma, nos ensina de forma magistral.
Disse
ele: “Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama".Lucas 7:47 final.
Tenhamos isto em mente ao perdoar e amar as pessoas. Mas atentemos bem,
baseados no amor que Cristo demonstrou a todos nós. Toda a humanidade era
inimiga de Deus, cada um de nós, e dela Deus escolheu muitos. Todos nós por
nossos pecados merecíamos o inferno, a condenação eterna. E Deus em sua
infinita misericórdia mesmo sendo inimigos nos amou. Foi isso que Jesus
demonstrou na cruz.
Jesus
na cruz, foi claro e disse a célebre frase: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o
que estão fazendo". Lucas 23: 34
Jesus
já havia dito no Sermão do Monte: “Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e
orem por aqueles que os perseguem”; Mateus 5:44
Moisés,
Jó, e Paulo, demonstraram ter este espírito de perdão. Eles oraram por aqueles
que não os compreenderam e não eram gratos pelo benefício que lhes fizeram.
Ter
este sentimento não é realmente fácil, e a força não está em nós. Isto é o
fruto de uma vida de comunhão com Deus; para ter esta disposição de orar por
aqueles que de alguma maneira nos fizeram algum mal, ou simplesmente foram
incompreensíveis e ingratos quanto ao que fizemos.
É
algo dificílimo a começar em relação às pessoas do mundo, e extremamente mais
duro em relação aos nossos irmãos de fé – porque deles não esperamos isto. Sentimos
amargurado o nosso coração por esta atitude de nossos irmãos.
Todos nós precisamos de palavras
de animo, palavras que nos fortaleçam. O nosso andar neste mundo como filhos de
Deus, não é e nunca será fácil, precisamos de estímulo.
Vivamos o que vivermos, esperemos
sempre o reconhecimento de Deus e não dos homens. Pois, mesmo quando há o
reconhecimento dos homens, temos que lembrar que isto foi plano de Deus. Nada
escapa ao seu controle – tudo nós devemos a ele. É a sua divina providência.
Em ambos os casos:
Oremos para podermos compreender,
ter gratidão por aqueles que fazem o bem, e os estimulemos a isso.
Oremos por aqueles que não nos
compreendem, não nos são gratos, quando nós fazemos o bem e nem nos estimulam a
isso.
Lembremos também que todos nós
somos falhos e podemos cair neste erro; de não reconhecer e ser gratos aos
outros, pelo bem que fazem.
Oremos por todos os homens.
Terminamos olhando e pensando
novamente sobre estas belas palavras:
“Fará sobressair a tua justiça como a luz e o
teu direito, como o sol ao meio dia”.
FAÇA O BEM E SEJA CONSOLADO E
EXALTADO POR DEUS
#EderRSilva

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