O SILÊNCIO COMO RESPOSTA E SUA COMPLEXIDADE
O SILÊNCIO COMO RESPOSTA E SUA
COMPLEXIDADE
Maturidade é quando à medida que os
anos passam e a experiência, aprende-se com estes a viver. Com os anos
e a experiência tem-se sabedoria e pode-se agir de acordo com ela.
O silêncio como resposta, e seu
lugar em nossa vida, deve ser exercido desta maneira. Não é algo fácil de ser
utilizado e vamos aqui tentar demonstrá-lo.
O palestrante começa dizendo, que
quer que as pessoas participem, falem, haja interatividade. Desta forma fica
algo bem dinâmico e nada entediante, podem até pegar outros caminhos que
escapem do assunto, mas todos sairão ganhando. Isto só é possível se eles
falarem, expuserem o que pensam, e não ficarem em silêncio.
Há outros palestrantes também que já
declaram que se não souberem as respostas a algumas perguntas, prometem que vão
pesquisar e depois dar o retorno àqueles que as fizeram. Isto é mais simples na
nossa rotina quando não queremos falar sem refletir, sem chutar, e sim ser
sensato. Podemos dizer então que estes palestrantes não falaram, até terem uma
resposta sensata a dizer – eles ficaram em silêncio.
Contudo, se isto acontece conosco
repetidas vezes ao tratarmos de assuntos importantes, estamos negligenciando
deixando de dar a nossa contribuição para resolver problemas, ou ajudar a
fortalecer mais os nossos elos de relacionamento, quer seja com os familiares,
amigos, e colegas em geral. Devemos tentar aumentar o nosso conhecimento com
relação a estes assuntos importantes.
Acrescentamos para pensarmos bem que
uma situação terrível é estar em um lugar em que falam outra língua, que nós
desconhecemos e, portanto, não temos como nos comunicar direito.
Quando por causa da Torre de Babel,
a perversão dos homens, Deus confundiu o linguajar da humanidade, isto foi uma
grande maldição, está registrado em Gênesis 11 de 1 a 9. Até hoje uma das
maiores dificuldades que temos na sociedade é comunicarmo-nos em outras línguas,
que não são da nossa nação onde nascemos, ou escolhemos para vivermos.
Uma das características do ser humano
é se comunicar pela linguagem oral ou escrita. Aqueles que não conseguem ou tem
dificuldade em fazê-lo por uma delas enfrenta sérios problemas no
relacionamento em sociedade. Hoje temos a linguagem de sinais, mas ela se
baseia em parte também na linguagem escrita.
Nós ficamos algumas vezes em
silêncio por razões que vamos referir.
Às vezes nós não sabemos o que
dizer; entre outras coisas podemos ter sido pegos desprevenidos, ou deu um
branco e passou o momento, ele exigia uma resposta imediata.
É a melhor resposta a ser dada. Esta
alternativa nós julgamos ser a mais difícil de executar-se. É preciso ter
sabedoria para empregá-la.
Quando o que vamos dizer vai nos
ser prejudicial.
Por termos medo.
E vamos falar rapidamente,
desenvolver mais quando o que vamos dizer vai nos ser prejudicial e por termos
medo. Aparece em filmes e temos certeza na vida real também, é o caso das
vítimas de crimes que sobreviveram e também testemunhas de crimes. A pergunta
que fazemos: Todas elas depõem? Não, por poder ser-lhes prejudicial, ou elas
temerem pela sua segurança.
Mas no nosso dia a dia acontece
também em situações entre amigos, na escola, no trabalho, algumas vezes quando
mantemo-nos em silêncio é por estas duas ultimas razões.
Saber utilizar o silêncio como deve ser,
é algo que julgamos dos mais complicados, trabalhosos. Nós como cristãos vamos
fazer esta análise a partir do exame de Cristo Jesus, como ele empregou o
silêncio.
A vida dele descrita na Bíblia, nós
já examinamos algumas vezes e constatamos que só em duas ocasiões ele se
manteve em silêncio; ainda que em uma delas, isso ocorreu por poucos momentos,
pois, logo em seguida falou. A principal
atividade de Jesus, e isto ele fazia diariamente era ensinar às pessoas. Ele o
fazia às multidões ao ar livre, como há relatos bem conhecidos sobre isso e
também no templo das cidades por onde passou. Isto nos diz Lucas 19: 47: “Todos os dias ele ensinava no templo. Mas os chefes dos
sacerdotes, os mestres da lei e os líderes do povo procuravam matá-lo”.
Para todo o
período de suas atividades, 3 anos, ficar unicamente duas vezes em silêncio, é
algo notável. A primeira vez foi no caso da mulher adúltera, e mesmo assim por
um curto período de tempo, pois os escribas e fariseus o estavam testando,
vejamos o que aconteceu, o que Jesus fez: “Eles
estavam usando essa pergunta como armadilha, a fim de terem uma base para
acusá-lo. Mas Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. Visto que
continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: "Se algum de
vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela". (João 8: 6
e 7)
A segunda vez foi quando Pilatos o
interrogou: “Então Pilatos lhe perguntou: "Você não ouve
a acusação que eles estão fazendo contra você? " Mas Jesus não lhe
respondeu nenhuma palavra, de modo que o governador ficou muito impressionado.
(Mateus 27: 13,14) Neste caso em especial, a nosso ver, Jesus manteve silêncio
porque sua vida pública falava por ele, ele nada fez em oculto, as acusações
que lhe faziam eram sem nenhum fundamento.
O exemplo de Jesus mostra-nos como deve ser
algo extremamente difícil, sábio e não costumeiro, o fato de ficar
conscientemente em silêncio, ele que sabia usá-lo de forma perfeita.
Chamamos a
atenção para isso porque, quando vemos frases elogiando o silêncio, é como se
sugerisse que devemos tentar exercê-lo como deve ser, diariamente. Podemos até
tentar, mas não vamos conseguir, a não ser indevidamente. Quem teve uma mente
perfeita o fez apenas duas vezes e nós? Jesus deveria ter demonstrado mais
vezes, para que fosse referência, mas não o fez.
{Devemos mais nos
especializar em saber como empregar as palavras, de maneira que elas sejam
edificantes, acrescente algo útil ao que se está discutindo.
A Bíblia nos fala como é
preciosa, valorosa, a palavra dita no momento certo:
“A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro
incrustadas numa escultura de prata”. Provérbios 25: 11
Outro texto
bíblico mostra-nos como o silêncio pode enganar-nos, não dar a interpretação
correta de quem o pratica:
“Até
o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua,
parecerá que tem discernimento”. Provérbios 17: 28.
O silêncio deve
ser o fruto de uma longa reflexão, para ser dado na hora certa, e na circunstância
em que se encaixa perfeitamente.}
Buscamos como pesquisa saber
quantas vezes, segundo os especialistas eles contaram, se registrou na Bíblia,
o verbo “calar” e a palavra “silêncio”, e da mesma forma, apenas o verbo
“falar” e “dizer”, e nos espantamos sobremaneira, vejam:
- “calar” e “silêncio”, juntos = 106
- “falar” = mais de 1000
- “dizer” = mais de 6000
E para ser bem imparcial, justo,
isto independente de ser uma atitude voluntaria ou imposta de quem a teve, ou
seja, as pessoas puderam calar-se, ficar em silêncio porque queriam, ou porque
os outros as obrigaram a isso. E da mesma forma as pessoas falaram, disseram,
porque quiseram ou foram obrigadas a isso. Seja com for é surpreendente o
contraste.
A conclusão que chegamos de tudo
isso é que o silêncio tem o seu lugar nas atitudes humanas, porém, o ser humano
é naturalmente inclinado a não ficar em silêncio. Quando alguém fica em
silêncio e isso como atitude correta, positiva, é porque é o fruto de uma
sábia, particular, consciente, especial e raríssima ação – isto em nada é fácil
se conseguir.
{Levando-se em conta o que acabamos de dizer, o silêncio saudável,
como deve ser, não é um elemento de nossa rotina, ele tem lugar uma vez ou
outra. Deveríamos ficar longos períodos sem exercitar o silêncio.}
Sejamos muito sábios em tudo o
que temos a dizer como resposta, e muitos mais nas raras vezes em que ficarmos
quietos.
Temos que ter uma compreensão,
tentar entender uma pessoa quando ela fica em silêncio, dentro de um contexto
em que ela deveria falar. Mas é uma tarefa, sobretudo de grande investigação, a
não ser que já conheçamos esta pessoa e saibamos em que situações ela fica em
silêncio.
No nosso entender as coisas, achamos
muito melhor, termos muita fluência e com centenas de palavras nos expressarmos
mais, do que ficando em silêncio.
Maturidade, qualidade excelente a
ser conquistada, e com ela vem a sabedoria para fazermos tudo. Pensando nas
colocações que aqui fizemos, devemos procurar adquirir maior conhecimento e
experiência, a serem usados em particular neste nosso assunto; em nosso falar e
silenciar, como resposta às circunstancias em que estivermos envolvidos.
Cresçamos em saber o que falar,
estaremos a maior parte do tempo agindo assim, do que ficando em silêncio; os
acontecimentos que nos ocorrerão, requererão mais o nosso falar do que o ficar
calado. Este ficar calado como resposta ao contexto em que estivermos, deve ser
executado com muita sabedoria, para que seja construtivo, educativo, que faça
diferença – seja algo claro de ser assimilado pelas demais pessoas.
Saiba usar bem o seu silêncio
como resposta.
PENSE NISSO
#EderRSilva

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